Às nove , ou a qualquer hora, no blogue dela.

http://asnovenomeublogue.clix.pt/  , é o nome de um blogue que inspira, muito!

Inspira-te a olhar para as coisas mais simples que a vida tem e a tirar partido delas, enfatiza estados de alma (muitos estados de alma) que não conseguimos expressar quando os sentimos, mas que são tal e qual como aqueles textos descrevem …

Inspira(ção) (a) fundo:

dar tempo ao tempo

Dos dias em que temos a sorte de poder dar tempo ao tempo. De ter espaço e ar para respirar fundo. Inspirar todo o silêncio e o azul do nosso lugar favorito. Aproveitar cada bocadinho, e agradecer, tanto, esta pausa tão doce que a vida nos oferece.

Ter esta secreta certeza de que quando aprendemos a dar tempo ao tempo tudo acaba por passar, serenar, voltar ao devido lugar. Sentimo-nos, de novo, de bem connosco e com o mundo.

E como diz um dos  meus livros favoritos, «em vez de desatar a correr à frente do comboio, é melhor sair da linha e deixá-lo passar. Há muitos mais comboios do que imaginamos e, por mais longa que seja a espera, algum há-de chegar para nos levar para onde precisamos de ir.»

tempo ganho

Saber esperar, ter paciência, valorizar a distância e aprender a ter recuo de tudo o que nos parece nublado. Sentir o pulso e a real dimensão que as nossas dúvidas/angústias/ansiedades têm, quando nos obrigamos a sair um pouco da roda onde corremos, sem parar, todos os dias. Seja por um par de minutos, de horas ou de dias.
Sair. Parar. Desacelerar. Respirar. E voltar, depois, à velocidade dos dias, e ver com (mais) clareza – e já a segurar – a ponta do novelo que teimava em não aparecer.
Acredito que a vida sabe sempre. Como, quando e onde. Seja nas respostas que nos dá, ou nas perguntas que nos ensina a reformular.

voltar

Os dias bons não têm de ser dias perfeitos. São dias bons e isso é muito bom.

Dias em que tudo é mais simples, dentro da imperfeição da vida. Dias em que as certezas são mais fortes do que as dúvidas. Dias em que o amor basta. Dias em que podemos até nem saber muito bem o que vem a seguir, mas temos a certeza absoluta de que ninguém nos tira nada do que somos, do que temos e do que vivemos.
Trago em mim uma certeza que é uma bússola, que me enche o peito de ar e me renova a fé de serem estes os dias de absoluto existir. Os dias em que sabemos tão bem que ser feliz hoje, agora, é mais importante do que ser feliz para sempre

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